Leão provavelmente nasceu na Toscana, Itália, por volta de 400, e tornou-se papa em 440. O seu pontificado durou quase duas décadas, até à sua morte em 461. Durante esse período, tornou-se uma das figuras eclesiásticas mais influentes e deixou um legado teológico duradouro.
Teólogo e Defensor da Fé:
São Leão I é mais conhecido pela sua defesa incansável da fé cristã, especialmente no contexto do Concílio de Calcedônia, em 451. Durante esse concílio, ele elaborou os famosos «Tomas de Leão», escritos teológicos que esclareciam a natureza de Cristo como homem e Deus. Os seus ensinamentos foram cruciais para a formulação posterior da cristologia ortodoxa.
Oposição às heresias:
Leão I foi um fervoroso opositor de muitas heresias da sua época, incluindo o nestorianismo e o monofisismo. O seu compromisso com a ortodoxia cristã era tal que ele interveio pessoalmente no Concílio de Éfeso em 449 para defender a verdadeira doutrina cristológica contra os erros teológicos que ameaçavam a unidade da Igreja.
A afirmação da primazia de Roma:
São Leão Magno também contribuiu para reforçar a primazia da Igreja de Roma. Ele afirmava que o papado detinha uma autoridade especial devido à sucessão do apóstolo Pedro, considerado o primeiro bispo de Roma. Esta afirmação da primazia de Roma teve implicações duradouras para a estrutura e a hierarquia da Igreja Católica. Ação Pastoral e Social: Além das suas contribuições teológicas, Leão I destacou-se pela sua ação pastoral e social. Defendeu os direitos dos pobres e opôs-se à exploração dos mais fracos. O seu compromisso com a caridade cristã foi exemplar, e trabalhou para aliviar o sofrimento dos necessitados em Roma. Em 452, durante a invasão dos hunos na Itália, Leão I encontrou-se com Átila e conseguiu persuadi-lo a não atacar Roma, salvando assim a cidade da destruição. Os seus escritos teológicos continuam a ser estudados e ele é reconhecido como um dos doutores da Igreja. Em 1754, o papa Bento XIV declarou-o doutor da Igreja universal. Ele é comemorado a 10 de novembro no calendário litúrgico católico.
Em conclusão, São Leão I, como papa e teólogo, deixou uma marca indelével na história da Igreja Católica. A sua defesa da fé, a sua contribuição para os concílios ecuménicos e o seu compromisso com o serviço pastoral fazem dele uma figura venerada e respeitada na tradição cristã.