A conversão de São Expedito ao cristianismo é frequentemente descrita como uma experiência profunda e repentina. Segundo a lenda, ele teria tido uma visão na qual um corvo lhe sussurrou "cras" (amanhã em latim) várias vezes. Interpretando isso como um apelo à conversão imediata, Expedito teria compreendido que não devia adiar a sua conversão para o dia seguinte. Ele teria então aceitado imediatamente o cristianismo, batizando-se sem demora. A fé de São Expedito teria se manifestado com uma intensidade excepcional. Ele teria renunciado à sua carreira militar e escolhido viver uma vida dedicada a Deus. Sua conversão teria sido acompanhada por um zelo missionário, compartilhando a Boa Nova com fervor e convertendo muitos pagãos.
A lenda mais famosa associada a São Expedito diz respeito à tentação. Segundo a narrativa, o diabo teria assumido a forma de um corvo para tentar Expedito, sugerindo-lhe que adiasse a sua conversão. Sem hesitar, Expedito teria pisado o corvo enquanto clamava: «Hoje, não amanhã!» Esta vitória sobre a tentação reforçou a reputação de São Expedito como um modelo de prontidão na fé.
A vida de São Expedito teria terminado de forma trágica. Alguns relatos sugerem que ele teria sido martirizado sob o imperador Diocleciano, enquanto outros afirmam que ele teria sido executado sob o imperador Maximiano. A data exata da sua morte permanece incerta, mas é geralmente aceite que ele foi martirizado durante o século IV. A devoção a São Expedito começou a espalhar-se na Idade Média, e ele rapidamente se tornou um santo popular, invocado especialmente em situações urgentes e difíceis. O seu culto foi aprovado pela Igreja Católica e é celebrado a 19 de abril. Embora os detalhes da sua vida possam estar envoltos em lendas, a figura de São Expedito continua a inspirar fé e confiança na providência divina em momentos de angústia.