O rei Otão I, impressionado com a virtude e a resiliência de Adelaide, decidiu casar-se com ela em 951, tornando-a rainha da Germânia. O casamento deles foi uma parceria poderosa, tanto no plano político quanto no espiritual. Otão e Adelaide partilhavam uma visão comum do cristianismo e trabalharam juntos para fortalecer a Igreja e consolidar o poder real.
A vida de Adelaide foi marcada pela sua dedicação à fé cristã e pelo seu compromisso com obras de caridade. Fundou vários mosteiros e igrejas, contribuindo assim para o crescimento do cristianismo na Europa. A sua influência não se limitava à esfera religiosa, pois também desempenhou um papel fundamental nos assuntos políticos da época.
Após a morte do seu marido Otão I, Adelaide tornou-se regente do Sacro Império Romano-Germânico durante a menoridade do seu filho Otão II. A sua sabedoria e diplomacia foram cruciais para manter a estabilidade do reino durante este período delicado. Continuou a desempenhar um papel ativo mesmo após a maioridade do seu filho, aconselhando e orientando a política imperial.Adelaida viveu uma vida exemplar, dedicada à sua fé, à sua família e ao seu povo. A sua santidade foi reconhecida pela Igreja e ela foi canonizada em 1097 pelo Papa Urbano II. O seu legado perdurou ao longo dos séculos e ela continuou a ser uma figura venerada, especialmente na Alemanha e na Itália. A imperatriz Santa Adélaïde encarna assim a fusão harmoniosa entre a piedade religiosa e a sabedoria política, deixando para trás um legado que continua a inspirar e a guiar as gerações futuras. A sua vida continua a ser um testemunho do poder da fé, da resiliência perante a adversidade e da capacidade de moldar a história através da união da convicção pessoal e da ação política.