Um dia mais discreto
No coração da Semana Santa, a Quarta-feira Santa é frequentemente chamada de «Quarta-feira da Traição». Marca um momento sombrio: Judas decide entregar Jesus aos sumos sacerdotes. A prisão é preparada em segredo. A Quarta-feira Santa é um dia de tensão silenciosa.
A liberdade humana perante o mal Este dia confronta-nos com uma realidade difícil: o mal pode surgir no coração humano. Judas não é um desconhecido. É um dos Doze. Caminhou com Jesus, ouviu as suas palavras, testemunhou os seus milagres.A Quarta-feira Santa lembra-nos que a proximidade exterior a Cristo não é suficiente. O que importa é a fidelidade interior.
A tentação do compromisso
A traição nem sempre começa com um gesto grandioso e espetacular. Pode surgir de um compromisso, de um apego desordenado ou de uma desilusão mal gerida.
A Quarta-feira Santa convida-nos a olhar para os nossos próprios compromissos. Onde estou a colocar outra coisa no lugar de Deus? O que é que me está a afastar gradualmente Dele?
Este não é um dia para julgar, mas para examinar o próprio coração.
Um apelo à vigilância e à confiança
Perante a traição de Judas, seria fácil cair no pessimismo. No entanto, a Semana Santa não termina aí. A Paixão que se prepara conduzirá à Ressurreição.
A Quarta-feira Santa ensina-nos que as trevas não têm a última palavra.
Um dia para escolher
Este dia coloca-nos perante uma escolha interior. Fidelidade ou abandono. Confiança ou desespero.
Convida-nos a renovar a nossa ligação a Cristo antes de entrarmos no Tríduo Pascal.
A Quarta-feira Santa é um dia de lucidez, mas também de esperança.
Oração para a Quarta-feira Santa
Senhor Jesus,
nesta Quarta-feira Santa,
mantém o meu coração fiel.
Protege-me de compromissos
e escolhas que me afastam de Ti.
Dá-me força para permanecer na tua luz.
Ámen.